{"id":355,"date":"2019-04-09T17:21:58","date_gmt":"2019-04-09T20:21:58","guid":{"rendered":"https:\/\/demo.themebeez.com\/royale-news-lite\/?p=353"},"modified":"2020-12-14T17:37:51","modified_gmt":"2020-12-14T20:37:51","slug":"politicas-publicas-para-a-cultura-durante-a-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/index.php\/2019\/04\/09\/politicas-publicas-para-a-cultura-durante-a-pandemia\/","title":{"rendered":"Neglig\u00eancia na Cultura: nossa identidade na pandemia"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"font-size:12px\">Por: B\u00e1rbara Rodrigues e Mariana Ferreira<\/p>\n\n\n\n<h2><strong>DIREITOS HUMANOS: a cultura e a dignidade<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com o livro Pol\u00edticas P\u00fablicas Sociais e os Desafios para o Jornalismo, os Direitos Humanos Universais v\u00e3o muito al\u00e9m do conceito base de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Nesses tr\u00eas conceitos est\u00e1 inserido e defendido que o acesso \u00e0 cultura \u00e9 uma forma de identifica\u00e7\u00e3o social, sendo neles, o direito ao lazer, defendido no artigo 215 da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Federal.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:19px\"><strong>Art.&nbsp;215.<\/strong>&nbsp;O Estado garantir\u00e1 a todos o pleno exerc\u00edcio dos direitos culturais e acesso \u00e0s fontes da cultura nacional, e apoiar\u00e1 e incentivar\u00e1 a valoriza\u00e7\u00e3o e a difus\u00e3o das manifesta\u00e7\u00f5es culturais.<\/p>\n\n\n\n<p><a>&nbsp;&nbsp;<\/a><strong>\u00a7&nbsp;3\u00ba<\/strong>&nbsp;A lei estabelecer\u00e1 o Plano Nacional de Cultura, de dura\u00e7\u00e3o plurianual, visando ao desenvolvimento cultural do Pa\u00eds e \u00e0 integra\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es do poder p\u00fablico que conduzem \u00e0:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;<a>&nbsp;&nbsp;<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;I&nbsp;&#8211;&nbsp;defesa e valoriza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio cultural brasileiro;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;<a>&nbsp;&nbsp;<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;II&nbsp;&#8211;&nbsp;produ\u00e7\u00e3o, promo\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o de bens culturais;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;<a>&nbsp;&nbsp;<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;III&nbsp;&#8211;&nbsp;forma\u00e7\u00e3o de pessoal qualificado para a gest\u00e3o da cultura em suas m\u00faltiplas dimens\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;<a>&nbsp;&nbsp;<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;IV&nbsp;&#8211;&nbsp;democratiza\u00e7\u00e3o do acesso aos bens de cultura;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;<a>&nbsp;&nbsp;<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;V&nbsp;&#8211;&nbsp;valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade \u00e9tnica e regional.<\/p>\n\n\n\n<p>No livro, a implementa\u00e7\u00e3o dos direitos humanos na sociedade \u00e9 um papel que deve ser desenvolvido pelos governantes, atrav\u00e9s de pol\u00edticas p\u00fablicas e levando ao povo o acesso as suas ra\u00edzes e meios de identifica\u00e7\u00e3o. A atividade deve ser democraticamente apresentada ao povo pelo governo, o que de acordo a pesquisadora Fl\u00e1via Piovesan, necessita de um enfrentamento que passa por seis desafios, sendo eles:<\/p>\n\n\n\n<p>1 \u2013 Consolida\u00e7\u00e3o e fortalecimento do processo de afirma\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o integral e indivis\u00edvel dos direitos humanos, mediante a conjuga\u00e7\u00e3o dos direitos civis e pol\u00edticos com os econ\u00f4micos, sociais e culturais.<\/p>\n\n\n\n<p>2 \u2013 Incorporar os enfoques de g\u00eanero, ra\u00e7a e etnia na concep\u00e7\u00e3o dos direitos humanos, bem como criar pol\u00edticas espec\u00edficas para a tutela de grupos socialmente vulner\u00e1veis<\/p>\n\n\n\n<p>3 \u2013 Otimizar a justiciabilidade e a acionabilidade dos direitos econ\u00f4micos, sociais e culturais<\/p>\n\n\n\n<p>4 \u2013 Incorporar a pauta social de direitos humanos na agenda das institui\u00e7\u00f5es financeiras internacionais, das organiza\u00e7\u00f5es regionais econ\u00f4micas e do setor privado.<\/p>\n\n\n\n<p>5 \u2013 Refor\u00e7ar a responsabilidade do Estado na implementa\u00e7\u00e3o dos direitos econ\u00f4micos, sociais e culturais e do direito \u00e0 inclus\u00e3o social, bem como na pobreza como viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos<\/p>\n\n\n\n<p>6 \u2013 Fortalecer o estado de direito e a constru\u00e7\u00e3o da paz nas esferas global\/regional\/local, mediante uma cultura de direitos humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas onde esses direitos foram garantidos quando em uma pandemia a cultura foi o primeiro e um dos mais prejudicados setores p\u00fablicos? Artistas dependem agora da Lei Aldir Blanc, que por sua vez, \u00e9 uma boa iniciativa se n\u00e3o fosse t\u00e3o burocr\u00e1tica a ponto de dificultar o sustento do nosso trabalho cultural, nossa identifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3>LEI ALDIR BLANC &#8211; Artistas diminu\u00edram drasticamente os trabalhos e hoje dependem do aux\u00edlio do Governo para o sustento<\/h3>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-text-align-center is-style-large\"><p>\u201c<em>Os editais pra show demoram uma eternidade pra sair, a obra art\u00edstica perde o time, \u00e9 um horror. Quando vem sair, voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 nem mais aquele artista que vendeu aquela ideia<\/em>\u201d.<\/p><cite>Mar\u00edlia Parente<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Alvorada- Mar\u00edlia Parente (ao vivo no Teatro Arraial)\" width=\"1080\" height=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qQaQDh_ppH8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\" style=\"font-size:11px\">Mar\u00edlia Parente  acompanhada pelas guitarras de Juvenil Silva e Rodrigo Padr\u00e3o, a viola do Feiticeiro Juli\u00e3o, Diego Gonzaga no Baixo e Gil R na bateria. (Todos os direitos reservados)<\/p>\n\n\n\n<p>Mar\u00edlia Parente \u00e9 cantora, compositora e al\u00e9m da carreira a solo, tamb\u00e9m se apresenta com a banda Avoada. Para ela, mesmo antes da pandemia a dificuldade de ter acesso aos benef\u00edcios decorrentes das pol\u00edticas p\u00fablicas j\u00e1 era dif\u00edcil, com o cen\u00e1rio da pandemia as coisas s\u00f3 pioraram e isso, infelizmente, n\u00e3o foi nenhuma novidade para ela. \u00c9 not\u00f3rio o tom de cr\u00edtica e insatisfa\u00e7\u00e3o na voz de Mar\u00edlia, quando questionada sobre sua experi\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao apoio do Governo direcionado para artistas independentes como ela. \u201cApoio a gente n\u00e3o tem e nunca teve. Tudo demora demais e os subs\u00eddios s\u00e3o baix\u00edssimos\u201d, ela afirma, ao contar tamb\u00e9m sobre o cach\u00ea base para os artistas pernambucanos que n\u00e3o t\u00eam comprova\u00e7\u00e3o ser de tr\u00eas mil reais, \u201ccomo eu vou pagar t\u00e9cnico de som, de luz, m\u00fasicos e o transporte de equipamentos com tr\u00eas mil reais? Isso \u00e9 uma piada\u201d, ela comenta em tom ir\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<p>A demora dos editais, a dificuldade em conseguir patroc\u00ednio e a aus\u00eancia de festivais culturais na cidade, s\u00e3o alguns dos motivos que lhe causam um sentimento de tristeza, mas sem nenhuma surpresa, \u201ceu j\u00e1 me acostumei a ver isso, muito dinheiro para artistas de uma determinada linguagem que n\u00e3o \u00e9 a minha, e pouco dinheiro ou nenhum pra gente, como j\u00e1 era antes da pandemia\u201d, afirma Mar\u00edlia, sobre as grandes lives que aconteceram no per\u00edodo do isolamento. Para ela, o importante \u00e9 continuar produzindo sua m\u00fasica por conta pr\u00f3pria e se reinventar, \u201cporque \u00e9 isso que o artista faz, ele se reinventa todos os dias\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"600\" height=\"450\" src=\"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/FAbiana-Pirro-Cara-de-Pau-foto-Renato-Filho-e1596737696940-edited.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-976\" srcset=\"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/FAbiana-Pirro-Cara-de-Pau-foto-Renato-Filho-e1596737696940-edited.jpg 600w, https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/FAbiana-Pirro-Cara-de-Pau-foto-Renato-Filho-e1596737696940-edited-480x360.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 600px, 100vw\" \/><figcaption><em>A atriz Fabiana Pirro com sua mamulenga Vina, em&nbsp;<\/em><strong>Cara de Pau<\/strong><em>. Foto: Renato Filho<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Da m\u00fasica para o teatro, temos a atriz, palha\u00e7a, produtora e figurinista Fabiana Pirro, que j\u00e1 contracenou na paix\u00e3o de Cristo, participou de filmes pernambucanos e se mant\u00e9m firme nos palcos dos teatros, sua primeira paix\u00e3o. Ela afirma que apesar de j\u00e1 ter tido suporte das pol\u00edticas p\u00fablicas de Governo em seus projetos, mesmo no per\u00edodo pr\u00e9-pandemia, tudo sempre foi e \u00e9 muito burocr\u00e1tico. \u201cS\u00e3o editais muito obsoletos, que n\u00e3o acompanham o tempo dos artistas\u201d, comenta ela, que assim como Mar\u00edlia, sente que a demora \u00e9 um dos maiores empecilhos no que diz respeito ao incentivo cultural. Segundo Fabiana, a Funda\u00e7\u00e3o de Cultura da cidade do Recife funciona para os artistas apenas nas festas pontuais, como o Carnaval, S\u00e3o Jo\u00e3o e celebra\u00e7\u00f5es de fim de ano. Mas como ela bem lembra, artistas n\u00e3o vivem somente de festas, \u201ctanto a prefeitura quanto o Governo, oferecem recursos muito mais burocr\u00e1ticos do que facilitadores, no fim n\u00e3o incentivam em nada o artista\u201d, comenta.<br>&nbsp; Quando questionada sobre sua experi\u00eancia durante a pandemia, Fabiana afirma:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/WhatsApp-Audio-2020-12-11-at-18.33.38.ogg\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Sobre o futuro das pol\u00edticas p\u00fablicas, Fabiana afirma com firmeza, \u201cEu espero primeiro que eles, os governantes nos notem. As pessoas falam tanto que se n\u00e3o fosse a TV, os filmes, a m\u00fasica, essa quarentena seria insuport\u00e1vel. A cultura tem esse poder de transformar, por isso precisamos ser valorizados\u201d. Ao comparar o dinheiro investido na cultura com os sal\u00e1rios estrondosos dos pol\u00edticos, juntamente com tantos aux\u00edlios, como aux\u00edlio palit\u00f3, aux\u00edlio transporte, etc, ela questiona \u201cquando v\u00e3o entender que n\u00f3s vivemos o ano inteiro fazendo arte e precisamos de projetos que realmente nos ajude a ocupar os espa\u00e7os e com a menor burocracia poss\u00edvel?\u201d. Fabiana diz que n\u00e3o pretende desistir, pois sua forma de contribuir com a humanidade, \u00e9 levar arte para as pessoas, \u201ca gente s\u00f3 precisa mesmo, estando num pa\u00eds de cultura t\u00e3o rica, de pol\u00edticas p\u00fablicas que queiram incentivar, de fato, seus artistas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"AA- (2019) | Trailer Teaser\" width=\"1080\" height=\"810\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/petqLq6SQVE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Pedro \u00e9 realizador audiovisual e j\u00e1 dirigiu nove curtas-metragens entre 2015 e 2019, entre ele o \u201cAA-\u201c, que ganhou o segundo lugar de melhor curta fic\u00e7\u00e3o no FESTCINE. De discurso extremamente pol\u00edtico e incisivo, ele defende com firmeza aquilo que acredita: desburocratizar e investir em pol\u00edticas p\u00fablicas estaduais \u00e9 a resposta para os problemas que o audiovisual enfrenta no que diz respeito ao incentivo cultural.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/WhatsApp-Audio-2020-12-11-at-19.25.58-online-audio-converter.com_.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-vivid-cyan-blue-color has-text-color has-medium-font-size\"><strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.peufilmes.com\/\" target=\"_blank\">Veja aqui o site de Pedro com todo o seu acervo de filmes dispon\u00edvel.<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 imposs\u00edvel n\u00e3o notar o tom de insatisfa\u00e7\u00e3o e cr\u00edtica nas falas dos artistas no que diz respeito \u00e0 pr\u00e1tica das pol\u00edticas p\u00fablicas de incentivo \u00e0 cultura, sejam eles cantores, m\u00fasicos, produtores musicais, de cinema, atores, etc. Lia de Itamarac\u00e1, patrim\u00f4nio vivo do Estado \u00e9 um exemplo de artista infelizmente muitas vezes esquecida pela Gest\u00e3o, quando o assunto \u00e9 a&nbsp; assist\u00eancia cultural. Mesmo antes da pandemia, a cirandeira j\u00e1 afirmava em suas entrevistas que n\u00e3o tinha l\u00e1 grande apoio do governo estadual e federal para realizar seus shows ou participar de eventos, a prova disso \u00e9 que Lia precisou ir \u00e0 Fran\u00e7a para gravar seu primeiro \u00e1lbum, pois n\u00e3o encontrou patrocinadores por aqui. Quando faz shows em outros Estados, Lia consegue um p\u00fablico muito maior do que quando se apresenta em Recife, fato triste, mas ver\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje em dia Lia n\u00e3o concede mais entrevistas, pois se diz cansada de falar das mesmas coisas e n\u00e3o ter retorno por parte do Governo. Mas em algumas entrevistas concedidas \u00e0 alguns anos, Lia j\u00e1 comentava sobre suas dores. Durante a pandemia, ela realizou uma live, que teve apenas um patrocinador e apesar de parecer brincadeira, n\u00e3o \u00e9. Mesmo sabendo que n\u00e3o teria apoio da Gest\u00e3o, Lia decidiu segui em frente e mais uma vez, para nenhuma surpresa, a maiora do p\u00fablico presente era de outros Estados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Eu Sou Lia\" width=\"1080\" height=\"810\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FPPPg_UWtG0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\" style=\"font-size:11px\">Cr\u00e9ditos: Document\u00e1rio idealizado pelos alunos da faculdade Mauricio de Nassau, Recife &#8211; PE, 2008<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>Lei Aldir Blanc&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s um S\u00e3o Jo\u00e3o de preju\u00edzo consequentemente houve uma queda maior ainda no setor cultural pernambucano. O Governo do Estado autorizou o cadastramento emergencial de aux\u00edlio \u00e0 cultura, nomeada Lei Aldir Blanc. A tentativa de m\u00ednimo reparo consiste em R$ 143 milh\u00f5es de reais, valor dividido entre R$ 74 milh\u00f5es com o governo do Estado, destinados para renda aos profissionais e ao fomento das atividades culturais; e R$ 69 milh\u00f5es que ficar\u00e3o nas m\u00e3os das prefeituras dos 184 munic\u00edpios pernambucanos, para espa\u00e7os culturais, coletivos e empresas culturais que comprovarem o interrup\u00e7\u00e3o das atividades em fun\u00e7\u00e3o da pandemia.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<div class=\"infogram-embed\" data-id=\"1b635d15-c38a-42b9-81ed-d16fb9bae94e\" data-type=\"interactive\" data-title=\"Indicadores Mensais de Receita Nominal das Atividades Tur\u00edsticas\"><\/div><script>!function(e,i,n,s){var t=\"InfogramEmbeds\",d=e.getElementsByTagName(\"script\")[0];if(window[t]&&window[t].initialized)window[t].process&&window[t].process();else if(!e.getElementById(n)){var o=e.createElement(\"script\");o.async=1,o.id=n,o.src=\"https:\/\/e.infogram.com\/js\/dist\/embed-loader-min.js\",d.parentNode.insertBefore(o,d)}}(document,0,\"infogram-async\");<\/script><div style=\"padding:8px 0;font-family:Arial!important;font-size:13px!important;line-height:15px!important;text-align:center;border-top:1px solid #dadada;margin:0 30px\"><a href=\"https:\/\/infogram.com\/1b635d15-c38a-42b9-81ed-d16fb9bae94e\" style=\"color:#989898!important;text-decoration:none!important;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Indicadores Mensais de Receita Nominal das Atividades Tur\u00edsticas<\/a><br><a href=\"https:\/\/infogram.com\" style=\"color:#989898!important;text-decoration:none!important;\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener noreferrer\">Infogram<\/a><\/div>\n\n\n<p>A Aldir Blanc, de acordo com a assessoria da Secult\/Fundarpe, \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o adotada mediante a calamidade p\u00fablica em que estamos situados, a demora para ser aprovada se deu em fun\u00e7\u00e3o de tr\u00e2mites e a necessidade do Governo de priorizar o setor da sa\u00fade. Mas isso n\u00e3o significou deixar de lado a cultura que tanto representa Pernambuco, \u201ca lei Aldir Blanc \u00e9 um esfor\u00e7o al\u00e9m da Secretaria da Cultura, mas tamb\u00e9m de todas as outras secretarias do Estado, como tamb\u00e9m dos Estados que integram o F\u00f3rum Nacional de Secretarias Estaduais de Cultura; a Associa\u00e7\u00e3o Municipalista de Pernambuco (AMUPE); o Conselho Estadual de Pol\u00edticas Culturais (CEPC); Conselho Consultivo do Audiovisual (CAudv); e Conselho Estadual de Preserva\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Cultural (CEPPC)\u201d, ainda de acordo com a assessoria, \u201cestamos nos unindo para poder dar o retorno ao setor cultural o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. Precisamos agora ser correspondidos pelas administra\u00e7\u00f5es municipais e pelos pr\u00f3prios artistas, para que eles se registrem atrav\u00e9s do portal\u201d. Os pagamentos s\u00f3 ser\u00e3o efetuados aos artistas mediantes a um cadastro no site www.lab.mapacultural.pe.gov.br\/<\/p>\n\n\n<p>A Lei foi sancionada pelo presidente Bolsonaro em 29 de junho desse ano e recebeu esse nome em homenagem ao m\u00fasico Aldir Blanc, que faleceu no m\u00eas de maio, em decorr\u00eancia do novo coronav\u00edrus. Ter\u00e3o direito ao benef\u00edcio de at\u00e9 tr\u00eas parcelas de R$ 600,00 aqueles que forem atuantes no mercado cultural nos \u00faltimos dois anos e at\u00e9 duas pessoas de uma mesma fam\u00edlia\u00a0 poder\u00e3o receber o valor. Em caso de m\u00e3es que criam seus filhos sozinhas, o valor ser\u00e1 o dobro, R$ 1.200, 00 por parcela.<br>\u00a0<br>Tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio que seja comprovada renda familiar mensal per capita de at\u00e9 meio sal\u00e1rio m\u00ednimo ou renda familiar mensal total de at\u00e9 tr\u00eas sal\u00e1rios-m\u00ednimos, o que for maior.\u00a0Para\u00a0ter\u00a0direito ao benef\u00edcio, a pessoa n\u00e3o pode\u00a0ter\u00a0recebido, no ano de 2018, rendimentos tribut\u00e1veis acima de R$ 28.559,70; e nem ser benefici\u00e1rio do aux\u00edlio emergencial pago pelo Governo Federal.\u00a0Segundo o decreto, entende-se como trabalhador e trabalhadora da cultura, as pessoas que participam da cadeia produtiva dos segmentos art\u00edsticos e culturais, \u201cinclu\u00eddos artistas, contadores de hist\u00f3rias, produtores, t\u00e9cnicos, curadores, oficineiros e professores de escolas de arte e capoeira\u201d.\u00a0 (informa\u00e7\u00f5es do site do Governo do Brasil)<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>Arcoverde: cidade inspira cultura<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.facebook.com\/plugins\/video.php?height=314&amp;href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Ffmindependente%2Fvideos%2F321453809131711%2F&amp;show_text=false&amp;width=560\" width=\"560\" height=\"314\" style=\"border:none;overflow:hidden\" scrolling=\"no\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"true\" allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; picture-in-picture; web-share\"><\/iframe>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><strong>No v\u00eddeo: Entrevista com a equipe respons\u00e1vel pela implanta\u00e7\u00e3o da Lei Aldir Blanc no munic\u00edpio de Arcoverde<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O que muitos artistas questionam, \u00e9 a burocracia que est\u00e3o enfrentando para ter acesso ao benef\u00edcio, cr\u00edtica que Mar\u00edlia, Fabiana e Pedro t\u00eam em comum. E foi justamente com a miss\u00e3o de tentar \u201cdesburocratizar\u201d a implanta\u00e7\u00e3o dessa lei, que a jornalista e artes\u00e3 Eva Duarte chegou em Arcoverde, munic\u00edpio no interior de Pernambuco. \u201cPor conta da minha experi\u00eancia com assessoria a projetos culturais, tanto em termos de comunica\u00e7\u00e3o, quanto de reda\u00e7\u00e3o, fui chamada para essa tarefa\u201d, conta Eva. Em Arcoverde existe Conselho Municipal de Pol\u00edticas P\u00fablicas, Fundo Municipal e uma grande atividade na \u00e1rea das artes, \u00e9 uma cidade que respira cultura e que ama quem vem de fora, segundo Eva. Desde julho j\u00e1 havia di\u00e1logo e constru\u00e7\u00e3o em torno da Lei, e por ela n\u00e3o prever a contrata\u00e7\u00e3o de assessoria t\u00e9cnica para sua implementa\u00e7\u00e3o, a prefeitura resolveu bancar sozinha por isso, como contrapartida do munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>Eva aponta que h\u00e1 diversos pontos de vista importantes de serem observados, dentre eles, tr\u00eas mais importantes. Primeiro, o fato de que a renda emergencial chega para quem j\u00e1 conseguiu \u2013 muitos artistas j\u00e1 conseguiram! \u2013acessar o Aux\u00edlio. Muitos t\u00eam outras ocupa\u00e7\u00f5es e bastava omitir a categoria \u201cartista\u201d da solicita\u00e7\u00e3o. Segundo, os subs\u00eddios aos espa\u00e7os culturais e microempresas fazem exig\u00eancias imensas a quem o acessa. O agente tem que prestar contas financeiras e oferecer contrapartida art\u00edstica em escolas e espa\u00e7os p\u00fablicos no p\u00f3s-pandemia. Terceiro, os Editais n\u00e3o podem ser preenchidos a contento por todos os artistas. Tem muita gente que n\u00e3o sabe escrever, colocar em palavras objetivamente uma id\u00e9ia, nem que se abra para inscri\u00e7\u00f5es em \u00e1udio e v\u00eddeo. Eva comenta com empolga\u00e7\u00e3o \u201cAqui, estamos tentando&nbsp; traduzir para a linguagem coloquial todas as quest\u00f5es dos formul\u00e1rios\u201d. Para ajudar nesse processo, o plano de atividades para o Edital de Forma\u00e7\u00e3o Cultural n\u00e3o traz palavras como \u201cmetodologia\u201d, \u201cjustificativa\u201d e \u201cp\u00fablico-alvo\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A implementa\u00e7\u00e3o da Lei \u00e9 aguardada ansiosamente pelos moradores da cidade, artistas ou n\u00e3o, todos d\u00e3o muito valor \u00e0 cultura e se sentiram contemplados com a novidade. \u201cMuita gente aqui j\u00e1 participa de editais, Funcultura, Funarte, etc. \u00c9 um munic\u00edpio que j\u00e1 tem artistas interessados e que j\u00e1 acessam as pol\u00edticas p\u00fablicas.\u201d, contou Eva, que complementou ainda afirmando que no \u00e2mbito local, n\u00e3o foi constru\u00eddo ainda um sistema que permita editais peri\u00f3dicos, nem festivais, a cidade vive dos ciclos da cultura popular apropriados pelo Turismo. Ainda assim, a esperan\u00e7a \u00e9 de que a implanta\u00e7\u00e3o da Lei Aldir Blanc ajuda a cidade a dar passos mais largos em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 constru\u00e7\u00e3o desse sistema.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: B\u00e1rbara Rodrigues e Mariana Ferreira DIREITOS HUMANOS: a cultura e a dignidade De acordo com o livro Pol\u00edticas P\u00fablicas Sociais e os Desafios para o Jornalismo, os Direitos Humanos Universais v\u00e3o muito al\u00e9m do conceito base de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Nesses tr\u00eas conceitos est\u00e1 inserido e defendido que o acesso \u00e0 cultura \u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":981,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"1106"},"categories":[226],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/355"}],"collection":[{"href":"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=355"}],"version-history":[{"count":30,"href":"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/355\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1023,"href":"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/355\/revisions\/1023"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/981"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=355"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=355"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=355"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}