{"id":1082,"date":"2021-06-15T16:37:27","date_gmt":"2021-06-15T19:37:27","guid":{"rendered":"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/?p=1082"},"modified":"2021-10-29T22:44:52","modified_gmt":"2021-10-30T01:44:52","slug":"impacto-da-pandemia-na-cultura-exige-politicas-publicas-para-a-classe-artistica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/index.php\/2021\/06\/15\/impacto-da-pandemia-na-cultura-exige-politicas-publicas-para-a-classe-artistica\/","title":{"rendered":"Impacto da pandemia na cultura exige pol\u00edticas p\u00fablicas para a classe art\u00edstica"},"content":{"rendered":"\n<pre class=\"wp-block-verse has-text-align-center has-normal-font-size\">Com aux\u00edlio tardio do governo federal e da prefeitura do Recife, entenda como est\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o desses profissionais no per\u00edodo pand\u00e9mico<\/pre>\n\n\n\n<pre id=\"block-94a3de0e-e5b9-4170-aeed-94d0ca5ff6d4\" class=\"wp-block-preformatted\">Reportagem: Artur Freire, Danielle Santana e Leo Wanderley<\/pre>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>\u201cT\u00e1 muito claro que o setor mais prejudicado \u00e9 o setor cultural\u201d. \u201cN\u00e3o ter carnaval significa n\u00e3o ter uma verba que estamos acostumados a ter\u201d. \u201cExistem pessoas vendendo seus equipamentos e instrumentos para poder viver\u201d.<\/p><cite>Esses s\u00e3o alguns relatos dos profissionais entrevistados que vivem da arte, sobre a atual realidade vivida da pandemia da Covid-19 no Recife.<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">Apesar da grave crise de sa\u00fade p\u00fablica no pa\u00eds atingir v\u00e1rios setores da sociedade, a classe art\u00edstica \u00e9 uma das mais afetadas, principalmente por n\u00e3o ser considerada um servi\u00e7o essencial \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Entre lockdowns e retomadas, devido ao alto \u00edndice de contamina\u00e7\u00e3o e \u00f3bitos pelo novo coronav\u00edrus no Recife, o Maior Carnaval do Mundo, t\u00edtulo carregado com carinho e orgulho pelos cidad\u00e3os, foi impedido de desfilar pelas ruas hist\u00f3ricas da capital pernambucana em 2021. O cancelamento do principal evento popular da cidade trouxe o questionamento sobre como as pessoas que t\u00eam no Carnaval sua principal fonte de renda iriam atravessar a crise econ\u00f4mica e sanit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"2000\" data-original-width=\"800\" data-original-height=\"2000\" src=\"https:\/\/www.thinglink.com\/card\/1457461390997454849\" type=\"text\/html\" frameborder=\"0\" webkitallowfullscreen=\"\" mozallowfullscreen=\"\" allowfullscreen=\"\" scrolling=\"no\"><\/iframe><script async=\"\" src=\"\/\/cdn.thinglink.me\/jse\/responsive.js\"><\/script><\/p>\n\n\n\n<p>Na tentativa de oferecer algum tipo de ajuda, a prefeitura do Recife criou o <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.culturarecife.com.br\/public\/documentos\/69\/Anexo%20I%20-%20LEI%2018.784.2021%20AME%20AUXILIO%20MUNICIPAL%20EMRGENCIAL.pdf\" target=\"_blank\"><strong>Aux\u00edlio Municipal Emergencial &#8211; AME Carnaval<\/strong><\/a>, investindo, com a ajuda de uma empresa privada, 4 milh\u00f5es de reais voltados para os artistas mais atingidos pelo cancelamento da festividade da capital pernambucana. Por meio de nota, a gest\u00e3o destacou que o objetivo do programa \u00e9:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>\u201cCelebrar a cultura do cuidado, da solidariedade e da esperan\u00e7a em dias melhores (&#8230;) Amparar trabalhadores e trabalhadoras da cultura, t\u00e3o gravemente impactados pela pandemia e pela necessidade de suspens\u00e3o de eventos e aglomera\u00e7\u00f5es, em fun\u00e7\u00e3o de protocolos sanit\u00e1rios urgentes&#8221;<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">No \u00e2mbito federal, apesar do atual governo n\u00e3o mostrar interesse na cultura, nesses mais de 2 (dois) anos de gest\u00e3o, durante a pandemia, foi institu\u00edda uma lei que recebeu o nome em homenagem ao compositor, escritor e cantor brasileiro <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2019-2022\/2020\/Lei\/L14017.htm#\"><strong>Aldir Blanc<\/strong><\/a>. Por meio dela, foi repassada aos estados, munic\u00edpios e Distrito Federal a quantia de 3 bilh\u00f5es de reais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">O advogado especialista em Direito do Trabalho e Processual do Trabalho, Edwin Santos, filho do percussionista Edwin de Olinda, conhecido por tocar com grandes artistas brasileiros, como Alceu Valen\u00e7a e Carlinhos Brown, explica quem est\u00e1 sendo contemplado nas pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para a cultura. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>\u201cAcredito que as a\u00e7\u00f5es governamentais emergenciais durante a pandemia voltadas para os segmentos da cultura tiveram dois vi\u00e9s, as de aux\u00edlio emergencial a artistas e profissionais ligados \u00e0 cadeia produtiva da cultura, e as outras a\u00e7\u00f5es destinadas \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os e pontos de cultura. As duas frentes de a\u00e7\u00e3o s\u00e3o extremamente importantes e de responsabilidade do Estado\u201d.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">Apesar da Lei Aldir Blanc ter sido aprovada pelo Congresso Nacional em junho de 2020 e regulamentada em agosto pelo Governo Federal, s\u00f3 come\u00e7aram a ser distribu\u00eddos os recursos da Lei no Recife, no final de dezembro do ano passado. J\u00e1 o AME Carnaval, criado perto da festividade em 2021, s\u00f3 come\u00e7ou a ser distribu\u00eddo mais de um ano ap\u00f3s a confirma\u00e7\u00e3o do primeiro caso de Covid-19 no pa\u00eds. Durante esse per\u00edodo, as medidas de isolamento j\u00e1 impactavam o trabalho dos artistas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">Dessa forma, a produtora e empres\u00e1ria de artistas conhecidos do p\u00fablico recifense como Siba Veloso, Sofia Freire e T\u00e1ssia Reis, Melina Hickson, criticou a demora do governo em olhar e ajudar a classe cultural. Al\u00e9m disso, ela tamb\u00e9m explicou que o dinheiro da Lei Aldir Blanc pertence ao governo federal, logo estados e munic\u00edpios s\u00f3 tiveram que viabilizar a entrega do recurso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Confira o relato da produtora:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Melina-editado.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do olhar tardio para a classe cultural por parte do governo, quando foram disponibilizadas as pol\u00edticas p\u00fablicas para os artistas, esses profissionais encontraram alguns empecilhos nos pr\u00e9-requisitos que os impediram de receber o aux\u00edlio. Gil\u00fa Amaral, fundador da Orquestra Contempor\u00e2nea de Olinda, relatou que apesar de fazer \u201cdurante a vida toda\u201d o carnaval da cidade do Recife, n\u00e3o conseguiu receber o recurso do governo, por morar na cidade vizinha da capital pernambucana, por\u00e9m tamb\u00e9m mostrou compreens\u00e3o com a escolha da prefeitura.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>\u201cEles s\u00f3 querem dar para artistas que s\u00e3o de Recife, e a\u00ed eu fiquei de fora, porque sou de Olinda, mas as duas cidades s\u00e3o vizinhas, cidades irm\u00e3s e eu gostaria de ter recebido, porque tamb\u00e9m fa\u00e7o o carnaval de Recife, durante a vida toda. Ent\u00e3o n\u00e3o achei justo eu ficar de fora, mas entendo que tem uma pol\u00edtica para afunilar, porque tamb\u00e9m se n\u00e3o tivesse, poderia ser para muita gente\u201d<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Diante desse bloqueio por residir fora da cidade que est\u00e1 fornecendo o aux\u00edlio, Gil\u00fa tamb\u00e9m criticou o destino do valor, oferecido somente aos artistas, n\u00e3o abarcando a cadeia produtiva que est\u00e1 por tr\u00e1s dos eventos culturais. \u201cAcho que eles auxiliaram o artista e n\u00e3o a cadeia produtiva, o erro est\u00e1 a\u00ed. Deveria pensar um aux\u00edlio para a cadeia produtiva, os holdes, o t\u00e9cnico de som, o iluminador, o produtor, n\u00e3o s\u00f3 o artistas, porque muitas vezes o artistas n\u00e3o contempla e pega o dinheiro s\u00f3 para ele, porque n\u00e3o tem nada dizendo o que \u00e9 para ele fazer\u201d, explicou o olindense.<\/p>\n\n\n\n<p>Em concord\u00e2ncia com Gil\u00fa, a diretora do Porto Musical, Melina Hickson, criticou o aux\u00edlio do governo e ressaltou a dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o desses profissionais em espec\u00edfico que comp\u00f5em a classe cultural. Confira:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Melina-segundo.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Produtora do coletivo Reverbo, que re\u00fane cerca de 30 artistas pernambucanos, Mery Lemos, considera que as consequ\u00eancias para a cadeia produtiva da m\u00fasica tamb\u00e9m impactam os espa\u00e7os que recebiam as apresenta\u00e7\u00f5es. \u201cA preocupa\u00e7\u00e3o maior da gente, claro, sem desconsiderar todos os t\u00e9cnicos e profissionais envolvidos, \u00e9 com as pequenas casas, como o TerraCaf\u00e9, como o Nail\u00ea, que fechou, e diversos outros espa\u00e7os que estavam acolhendo a m\u00fasica autoral\u201d.<br><br>Professor e instrumentista, Miguel Mendes afirmou que alguns artistas com quem trabalhou tiveram o cuidado de repassar parte do aux\u00edlio recebido pelo AME Carnaval para a equipe, j\u00e1 que as pol\u00edticas p\u00fablicas para os segmentos de cultura do Recife n\u00e3o contemplaram o segmento art\u00edstico como um todo. \u201cEu sinto que essa pol\u00edtica est\u00e1 sendo muito pensada para impactar os artistas, que s\u00e3o as pessoas que tem proje\u00e7\u00e3o de m\u00eddia, proje\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o nas redes sociais, mas n\u00e3o t\u00e1 tendo preocupa\u00e7\u00e3o com toda a cadeia, que \u00e9 complexa, envolvendo profissionais de diversas forma\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O musicista considera que a gest\u00e3o n\u00e3o teve capacidade de gerir as verbas para atingir o segmento. \u201cA nossa administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica n\u00e3o est\u00e1 preparada para gerir uma quantidade grande de dinheiro voltado para cultura, ou seja, n\u00e3o foram aplicadas pol\u00edticas p\u00fablicas para esta verba ser bem empregada\u201d. Para ele, \u00e9 preciso que as medidas de aux\u00edlio sejam mais discutidas, tendo em vista que \u201cas pessoas (profissionais de palco) est\u00e3o precisando muito e a gente n\u00e3o tem previs\u00e3o para quando a m\u00fasica vai voltar \u00e0s ruas\u201d.<br><br>Miguel e Mery concordam que existe sa\u00edda para a crise, contanto que exista interesse da gest\u00e3o municipal. \u201cUma forma de resolver esse problema \u00e9 um aux\u00edlio igual \u00e0 da Aldir Blanc federal, direto, onde as pessoas sejam atingidas de forma direta e, de prefer\u00eancia, chegando o mais r\u00e1pido poss\u00edvel&#8221;, comenta o instrumentista. Mery Lemos acredita que \u201cpromover eventos e lives, contratar apresenta\u00e7\u00f5es\u201d s\u00e3o possibilidades n\u00e3o exploradas. \u201cA gente poderia ter tido um Carnaval virtual, em menor escala, claro, um S\u00e3o Jo\u00e3o virtual, que t\u00e1 vindo a\u00ed, contratar mesmo, chamar a galera, enfim, tem muitas sa\u00eddas\u201d.<br><br>A Prefeitura do Recife foi procurada para responder aos posicionamentos e cr\u00edticas dos artistas sobre as falhas do projeto. Mas, at\u00e9 a conclus\u00e3o desta reportagem, a secretaria de cultura municipal n\u00e3o respondeu a nenhum dos questionamentos.<br><br>A grande press\u00e3o sofrida pelos governos para conter as grandes demandas relacionadas \u00e0 sa\u00fade que surgem durante a pandemia n\u00e3o deve invalidar as necessidades emanada por outros segmentos da sociedade. O ciclo de forma\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas, que inclui a percep\u00e7\u00e3o da necessidade e o olhar dos gestores para esse contexto, prev\u00ea que grupos considerados mais vulner\u00e1veis precisam ser atendidos de forma priorit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h2>IMPORT\u00c2NCIA DO DEBATE NO BRASIL<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover has-background-dim\" style=\"min-height:583px\"><img loading=\"lazy\" width=\"748\" height=\"410\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-1096\" alt=\"\" src=\"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/c9d35c0269b920f3ecbe5c480c15b48e.jpg\" data-object-fit=\"cover\" srcset=\"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/c9d35c0269b920f3ecbe5c480c15b48e.jpg 748w, https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/c9d35c0269b920f3ecbe5c480c15b48e-480x263.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 748px, 100vw\" \/><div class=\"wp-block-cover__inner-container\">\n<figure class=\"wp-block-pullquote alignright\"><blockquote><p><strong>A cientista pol\u00edtica Priscilla Lapa comenta o assunto. Confira:<\/strong><\/p><\/blockquote><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Priscilla-Lapa-editado-versao-final.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Apesar de reconhecer que o recurso \u00e9 finito, a cientista pol\u00edtica afirma a necessidade de que os governos definam esses grupos. \u00c9 nesse momento que a capacidade de dialogar com o maior n\u00famero poss\u00edvel de segmentos da sociedade e atender minimamente a situa\u00e7\u00e3o de necessidade de cada um \u00e9 posta em prova. \u201cAo mesmo tempo que a crise provoca muitas dificuldades para os governos que se veem em uma situa\u00e7\u00e3o de muita press\u00e3o, \u00e9 uma oportunidade da amplia\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo e dos prefeitos e gestores conhecerem mais de perto as necessidades desses grupos e segmentos, seja agora na pandemia ou na continuidade da gest\u00e3o de uma forma mais permanente\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro do pr\u00f3prio meio musical, diversos grupos podem ser observados, como os diferentes profissionais que comp\u00f5em a cadeia produtiva, como citado anteriormente. As diferentes \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o, seja ela art\u00edstica ou t\u00e9cnica, n\u00e3o surgem sozinhas, sendo fruto, em partes, da comunidade acad\u00eamica e profissionalizante. O estudante de m\u00fasica Jo\u00e3o Eduardo Moreira, que ainda n\u00e3o \u00e9 pleno atuante da cena musical de Recife, comenta sobre as medidas que foram tomadas pelas principais institui\u00e7\u00f5es de ensino musical da capital para mitigar os danos causados pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video aligncenter\"><video controls src=\"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/20210419_720p1_2.mp4\"><\/video><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com aux\u00edlio tardio do governo federal e da prefeitura do Recife, entenda como est\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o desses profissionais no per\u00edodo pand\u00e9mico Reportagem: Artur Freire, Danielle Santana e Leo Wanderley \u201cT\u00e1 muito claro que o setor mais prejudicado \u00e9 o setor cultural\u201d. \u201cN\u00e3o ter carnaval significa n\u00e3o ter uma verba que estamos acostumados a ter\u201d. \u201cExistem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":1101,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[229],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1082"}],"collection":[{"href":"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1082"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1082\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1120,"href":"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1082\/revisions\/1120"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1101"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1082"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1082"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/observatoriopp.unicap.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1082"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}